O poder de aceitarmos quem somos

Já há algum tempo venho trabalhando com mulheres, mães empreendedoras que frequentemente estão em busca de algo. Não algo claro, cheio de objetivos e metas.


Ah que bom seria se fosse! Ou não.....

Se fosse assim tão fácil, talvez elas não precisassem buscar respostas - e na busca descobrimos tantas coisas!


A busca por quem somos, o que viemos fazer neste mundo, o que queremos e gostamos. No caso das mães, a busca por aquela mulher que não enxergamos mais dentro de nós.





Percebo que a chave da mudança está na aceitação. Aceitar quem somos e o momento que estamos. Aceitar as dores e as alegrias. Observar e aceitar aquilo que está bom e o que precisa melhorar. Quando digo aceitar, não estou falando de ser assim e pronto. Estou falando de aceitar para integrar e se mover para ser ainda melhor.


Seja uns quilos a mais, seja a maternidade tomando conta da sua vida e das suas escolhas. A gente só entra numa dieta para valer (e se compromete com ela) quando realmente aceitamos que estamos a cima do peso e que isso tem consequências, principalmente para a nossa saúde. A gente só resolve fazer algo, quando percebemos que sim, a maternidade nos transformou, e agora não sou mais a mesma mulher de antes do meu filho nascer.


Temos que aceitar e nos aceitar também. Somos o que somos e o que fomos. Desde a criança que passou pelas suas carências, que agora chora por colo, até a mulher, mãe, madura que sabe (ou não) o que quer. Só podemos mudar quando aceitamos quem somos e olhamos com maturidade para nossos pontos fracos e fortes, em busca de melhoria e aperfeiçoamento.


Por muito tempo fui em busca de me descobrir, saber quem eu era e aceitar. O autoconhecimento é um caminho sem volta e sem fim, eu sei. Mas depois da maternidade, confesso que me perdi. E esse resgate de mim, tem sido lento e gradual, 3 anos já se passaram do nascimento do Davi e eu sigo ainda, em algum momentos me perguntando: quem eu sou?


Eu sempre digo para as mães que elas não devem esquecer quem foram. Guardar o diploma na gaveta. Aquela medalha de primeiro lugar no campeonato do seu esporte preferido. Aquela blusa linda que já fica estranha no corpo mudado pela maternidade. Tudo isso faz parte de quem você é HOJE. Tudo isso está dentro de você e deve fazer parte deste seu novo momento.




Sou formada em design, com mestrado, doutorado, pós-doutorado. Hoje, quando falo da minha formação, muitas pessoas me perguntam por que deixei ela de lado, por que não estou dando aula, realizando infinitas pesquisas academicas, ou trabalhando uma grande empresa. Sempre respondo que meu trabalho é a melhor forma de eu exercer tudo o que aprendi. Vivo diariamente compartilhando tudo que aprendi para pessoas interessadas em serem melhores e melhorarem seus negócios. Vivo diariamente em um universo de pesquisa e descobertas, junto com cada mãe empreendedora que busca acolhimento e profissionalismo.


Descobri no trabalho junto a mulheres, mães como eu, que cada uma delas me ajuda a me redescobrir. Aprendi na prática a importância da rede de apoio, de cuidado, de tristeza, de angustia, de alegria, de risadas, de troca. Me vejo em cada uma. No dia-a dia percebo que a dor delas é também a minha e isso me ajuda muito a aceitar este momento. E me aceitar. Para assim seguir na descoberta.


Texto escrito por Fernanda Araújo, co idealizadora do Conexão Pandora e articuladora da rede Pandora de Mulheres Empreendedoras.


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Karoline L. Fendel

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